Processo de Crucificação de Jesus Cristo é julgado no Teatro Facisa

Ascom | 12 de abril de 2017, às 10:28

Foram dois meses de pesquisa, estudo e preparação que culminaram em quase três horas de Júri Simulado. Na noite desta terça-feira, 11, no Teatro Facisa, estudantes do 7º período do curso de Direito da Unifacisa, sob a coordenação do Professor Breno Wanderley, analisaram o Processo do Julgamento de Jesus Cristo, sem dúvida, um dos maiores escândalos judiciais da história da humanidade.

De acordo com o professor Breno Wanderley, a proximidade da Semana Santa trouxe o assunto para o debate acadêmico. Ele afirmou que a história de Jesus é ímpar, mas a proposta do curso de Direito foi promover um estudo sobre o processo que julgou o homem mais importante da humanidade. “A ideia do Júri Simulado não foi falar da pessoa e nem do ponto de vista religioso, mas levantar as questões do julgamento em si, se houve direito de defesa, se naquela época poderia ter direito de defesa e se a condenação a qual Jesus Cristo foi submetido era realmente o tipo de pena adequada”, destacou.

O professor afirmou que o trabalho foi muito importante para o aprendizado dos alunos, uma vez que, houve toda uma preparação para a realização do evento. “Os alunos se aprofundaram na história da época, nos textos sagrados e acesso a vários pesquisadores e estudiosos. Não foi uma preparação da noite para o dia, o que vamos ter aqui hoje como debate é justamente tudo o que foi colhido, estudado através da antropologia, filosofia e história”, afirmou.

Para a Vice-coordenadora do curso de Direito da Unifacisa, Maria Edneusa Lucena Barbosa, a mística da Cruz é sempre um tema que está na ordem do dia, que as pessoas gostam de ouvir, estudar e analisar. Segundo ela a proposta da atividade foi um momento de mais conhecimento para os alunos. “O assunto despertou grande interesse e curiosidade em todos, começamos a refletir e estudar mais. Existe toda uma literatura sobre o processo e, além disso, a Faculdade contribuiu ao adquirir novos livros sobre a temática. Foi um trabalho muito importante para todos”, disse.

O professor Breno Wanderley acrescentou ainda que do ponto de vista prático o Júri Simulado foi um momento para os estudantes vivenciarem tudo o que aprenderam na disciplina de Direito Penal. “Nós sabemos que o Tribunal do Júri é uma Instituição secular no Brasil que está para julgar os crimes dolosos contra a vida. E é um lugar onde os advogados ou membros do Ministério Público realmente se destacam pelas suas argumentações e oratória, então foi uma prática importante principalmente para aqueles que desejam militar na área penal”, disse.

O estudante do 7º período do curso de Direito, Caio Brasil, afirmou que a estratégia da defesa foi mostrar que embora o processo possa não parecer justo ele foi legal, existiam regras na época instituídas pelo Império Romano e elas foram seguidas. “O Processo estava de acordo com as regras da época e esperamos que seja considerado correto, julgado procedente, sem vícios, exatamente como previa a legislação do Império Romano. Não foi um trabalho fácil para a defesa. Todos nós cristãos teríamos uma inclinação natural para julgar o processo viciado, mas foi um esforço de argumentação extra já que teríamos de ir de encontro a toda uma cultura cristã que inocentaria Jesus Cristo e condenaria o processo. Pesquisamos documentos, leis, livros de história, documentos históricos, foi um trabalho muito importante para todos nós”, disse.

De acordo com o estudante Eliandro Regis, a acusação mostrou que não havia nenhuma prova contra Jesus, daí o pedido de anulação do processo já que a vitima não teve direito de defesa. Segundo ele não foi um julgamento justo, não teve devido processo legal na época.

E após quase três horas de Júri Simulado, o resultado foi 4 x 3 . O Júri entendeu que na época o processo não obedeceu as formalidades legais para crimes contra o Imperador Romano. As argumentações tanto da defesa como do Ministério Publico (acusação), tiveram como base as pesquisas feitas na história e direito Romano. Sendo assim, a equipe representante do Ministério Público venceu o Júri Simulado.

 

Assuntos: Direito, Jesus Cristo, Processo do Julgamento de Jesus Cristo, Teatro Facisa, UNIFACISA

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